

Concepção
O espetáculo E . L . A surgiu a partir da investigação cênica do corpo inquieto, estranho e disforme da atriz Jéssica Teixeira, e de que maneira o mesmo se desdobra e faz desestabilizar e potencializar outros corpos e olhares. Ao longo da pesquisa, surgiu também o livro O Corpo Impossível, da pesquisadora Eliane Robert Moraes, bem como Testo Junkie, de Paul B. Preciado,a fim de disparar dispositivos dramatúrgicos que expandissem a cena e nos referenciasse multiplamente sobre um corpo em diversas linhas: histórica, filosófica, empírica, mitológica, estética, sinestésica, ética.
O que seria um corpo? O que seria o impossível? O que acontece no hiato entre os dois? Descobrimos, afinal, que todo corpo é estranho para si.

Nesse sentido, E . L . A tem como objetivo instigar em cada espectador a autopercepção, a autoconsciência, a autocrítica, a autoestima, a autoanálise e a autoimagem, a partir da relação de cada um com o próprio corpo, para uma melhor autonomia e emancipação do sujeito e, consequentemente, uma relação mais lúcida com o outro e com o mundo.


Justificativa
Falar de autoconsciência, atualmente, parece-nos um dos pontos mais importantes para trazer à tona uma maior autonomia e emancipação de si, em uma sociedade onde a taxa de homicídios e suicídios devido às diferenças com relação ao próprio corpo só cresce.
Um corpo consciente de si, consciente de seus limites, de suas dores, de seus prazeres e de suas diferenças torna-se uma potência de atuação no mundo. Ser um produtor de diferenças e assumi-las é um dos grandes pilares que proporcionam uma ressignificação de valores para um empoderamento pessoal e uma maior aceitação de si, do outro e do mundo.
Mulheres, nordestinos, pretos, indígenas, quilombolas, indivíduos com algum tipo de deficiência, periféricos, LGBTs são classificados automaticamente como minorias; porém, se juntarmos todos, somos maioria absoluta no país em que vivemos.
São tais singularidades que constatam nossa condição impossível, e é esse lugar que nos interessa.
Visão do Diretor
No processo de montagem do espetáculo E . L . A debatemos desde o início sobre as seguintes questões: como representar um corpo? O que pode um corpo? O que faz de um corpo um corpo? Que corpo é possível?
Para além de suas representações oficiais, entre a publicidade e a pornografia, entre o “orgânico” e o industrial, entre o Belo e sua decomposição, entre o fascismo e a utopia, o que resta de intensidade, poética e política no corpo? Como representar o irrepresentável?
O teatro, por intensificar a condição mais bela e trágica do ser humano, por não prescindir da morte, é o meio através do qual cada vez mais me instigo a criar e pôr em cheque o senso comum e minha própria visão de mundo.
E . L . A é minimalismo, revolução, beleza, saúde, doença, tecnologia, olhar, sedução, criação. Uma outra forma de dizer nosso lugar no mundo. Uma outra forma de nos dizer sujeitos. Pois Eu, como diria Rimbaud, é sempre um outro.
Diego Landin
Diretor e Artista Visual

Release
Pudesse ser apenas um enigma. Mas, não. O corpo faz problema. O corpo dá trabalho. Pode ser muitos. Pode ser, inclusive, o que não queremos. O corpo será sempre o que ele quiser? É social. É político. É tecnológico. É inconsciente. Pensamento. Desejo. Invisível. Invasor. O corpo se despedaça. É estrutura. É movimento. Mas, sobretudo, é estranho. Eu sou o outro e a outra. Teimo e re-existo. Ele se degenera e E . L . A se faz impossível.
Objetivos
OBJETIVO GERAL
Realizar um temporada e/ou circulação do espetáculo E.L .A, para alunos do ensino médio e público em geral.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Destacar que o corpo, em sua singularidade e multiplicidade, é o principal lugar e o ponto de partida para nossa relação com o outro e com o mundo;
Provocar no público um desejo de emancipação individual e coletiva a partir da aceitação de nossas diferenças;
Driblar o clichê e os padrões de beleza impostos pela mídia;
Instigar no público a imaginação a partir da estética, potencializando o ser político que há em cada um;
Dar visibilidade à força de cada espectador para agir dentro do mundo e inscrever nele sua marca.

Histórico
80 apresentações e 3 prêmios
APRESENTAÇÕES
Nov/2024 1 apresentação Theatro José de Alencar em Fortaleza
Mar/2024 - 8 apresentações SESI Osasco, SESI Santos, SESI Rio Claro e SESI Araraquara
Set/2023 - 1 apresentação 3º Festival Acessa BH
Mai/2023 a Nov/2023 - 16 apresentações SESC PALCO GIRATÓRIO - Porto Alegre/RS, Maceió/AL, Brasília/DF, Jaboatão dos Guararapes/PE, Caruaru/PE, São Luís/MA, Rio de Janeiro/RJ, Natal/RN, Paraty/RJ, São Paulo/SP, Feira de Santana/BA, Salvador/BA, Juazeiro do Norte/CE, Crato/CE.
Abr/2023 - 4 apresentações SESC Rio Pulsar - Nova Iguaçu, São Gonçalo, Teresópolis, Nova Frigurgo / RJ
Mar/2023 - 1 apresentação Circula Ceará em Icó
Mar/2023 - 1 apresentação Cineteatro São Luiz
Nov/2022 - 1 exibição no III Encontro de Artes Cênicas da UFAC - Rio Branco/AC
Nov/ 2022 - 1 apresentação no International Women Playwrights Theatre Festival in Istanbul
Nov/2022 - 2 apresentações no Festival Internacional de Teatro - FIT Belo Horizonte
Out/2022 - 1 apresentação no Festival Internacional de Artes Cênicas - FIAC Bahia
Out/2022 - 1 apresentação no XIV Festival de Teatro de Fortaleza
Out/2022 - 1 apresentação no Festival de Dança de Londrina
Set/2022 - 1 apresentação no 28º FNT Guaramiranga
Set/2022 - 1 exibição virtual no 2º Acessa BH
Jul/2022 - 1 apresentação no 30º Festival de Inverno de Garanhuns
Jul/2022 - 2 apresentações no Festival Internacional - FIT Rio Preto
Jun/2022 - 1 apresentação no VI Festival de Teatro de Jundiaí
Jun/2022 - 2 apresentações na 8ª Mostra Internacional - MITsp
Dez/2021 - 1 apresentação no Centro Cultural Bom Jardim
Dez/2021 - 1 apresentação no Galpão das Artes de Russas
Jan/2020 - 1 apresentação no Teatro Dragão do Mar
Out/2019 - 4 apresentações na Rede Cuca
Set/2019 - 2 apresentações no 26º Porto Alegre em Cena
Ago/2019 - 5 apresentações no Teatro Universitário
Jul/2019 - 8 apresentações no SESC Pompeia
Jun/2019 - 1 apresentação no Theatro José de Alencar
Mar/2019 - 8 apresentações no Teatro Dragão do Mar
Fev/2019 - 1 apresentação de Estreia no Cineteatro São Luiz
PRÊMIOS
2022 - Edital Pulsar de Cultura - SESC Rio
2020 - Edital Arte como Respiro - Itaú Cultural
2019 - Edital Circula Ceará - Secult-CE
OUTROS LANÇAMENTOS
2022 - Livro "E.L.A" - Aliás Editora
2020 - Documentário "Pudesse ser apenas um enigma" - SESC SP
2020 - eBook "E.L.A" - Aliás Editora



Ficha Técnica
Atriz | Jéssica Teixeira
Diretor | Diego Landin
Diretor de arte | Yuri Yamamoto
Diretor e operador de Videomapping | Pedrokas
Produção Geral | Jéssica Teixeira e Pedro Leão
Assistência de Produção e Contrarregra | Aris Oliver
Assistência de Produção e Operação de Som | Wescly Psique e João Fontenele
Textos | Jéssica Teixeira, Vera Carvalho e fragmentos de Eliane Robert Moraes e Paul B. Preciado
Consultora dramatúrgica | Maria Vitória
Figurinista | Yuri Yamamoto e Isac Bento
Iluminador | Fábio Oliveira
Operação de Luz | Uberson Gomes e Aline Rodrigues
Vídeo clip | Gustavo Portela
Música do vídeo clip | “Saúde Mecânica” de Edgar
Coreografia do vídeo clip | Andréia Pires
Vocal Coach | Priscila Ribeiro
Trilha Sonora | Diego Landin
*”Dancing Barefoot” por Fernando Catatau e Artur Guidugli
Escultores | Kazane, Cristiano Castro, Eliania Damasceno
Cenotécnico | Marsuelo Sales
Designer gráfico | Diego Landin | ERRATICA design
Assessor de Imprensa | Aécio Santiago
Foto cartaz | Beto Skeff
Fotos de divulgação | Beto Skeff e Victor Augusto Nogueira
Fotos de estreia | Caroline Veras e Guilherme Silva | Cineteatro São Luiz
Co-Produção | Cubo Cultural
Realização | Catástrofe Produções
Agradecimentos | Vera Carvalho, Kátia Landin, Edson Teixeira, Patrícia Soares, Victor Augusto, Clara Capelo, Rami Freitas, Kazane Blues, Eric Barbosa, Camila Osório de Castro, Nádia Fabrici, Comedores de Abacaxi S|A, Olga Nogueira, Valéria Nogueira, Raimundo Moreira da Costa, Átila Frank, Bruna Pessoa, Thalita Castelo Branco, Casa de Invento, Washington Hemmes, Igor Cavalcante, Silvia Moura, Pavilhão da Magnólia, Andrei Bessa, Gyl Giffony, Ricardo Guilherme, Viviane Rodrigues, Victor Carvalho.
_JPG.jpg)
Jéssica Teixeira
Jéssica Teixeira é atriz, produtora, diretora e roteirista. Graduada em Teatro – Licenciatura pela Universidade Federal do Ceará e Mestre em Artes pelo Programa de Pós Graduação em Artes também pela UFC. Trabalha com as artes da cena desde os 7 anos e já trabalhou com diversos grupos na capital e do interior do Ceará, dentre eles; “Pavilhão da Magnólia”, “Terceiro Corpo”, “Trupe Motim de Teatro” (Quixeré-CE) e “Comedores de Abacaxi S/A”. Tem no seu currículo mais de 30 espetáculos como atriz, performances e vídeoperformances. Recentemente, desenvolve uma pesquisa sobre "Corpo Impossível" a partir da investigação sobre o seu próprio corpo estranho, matéria prima para a criação do seu primeiro solo “E.L.A”, onde está como atriz, produtora e dramaturga da obra. No audiovisual, Jéssica realizou, em 2020, o documentário "Pudesse ser apenas um enigma", onde assinou o roteiro e direção com Pedro Henrique, e também atuou, roteirizou e produziu o curta metragem Curva Sinuosa, dirigido por Andréia Pires, em 2021. No mesmo ano, participou como atriz do curta Possa Poder dos diretores Victor Di Marco e Márcio Picolli e, atualmente, iniciou direção do primeiro solo de teatro do multiartista gaúcho Victor Di Marco.
Bio da Equipe
Diego Landin
Diretor
Diego Landin é ator, diretor, escritor, designer gráfico e artista visual. É graduado em Teatro-Licenciatura pela Universidade Federal do Ceará. Em 2007 concebeu junto a Washington Hemmes o projeto cadaFalso, que propunha intervenções multilinguagem em locais públicos e privados. Em 2009 protagonizou o espetáculo-festa Rãmlet Soul, sob direção de Thiago Arrais. Nos anos de 2010 e 2011 realizou, sob direção de Graça Freitas, os espetáculos As Três Irmãs e Heróis do Papelão, respectivamente. Em 2012 realizou o espetáculo Um Lugar para Ficar em Pé, dirigido por Héctor Briones. É diretor do espetáculo Peça para Dias de Chuva. É curador e idealizador do projeto Cena Leitura, junto a Olga Nogueira, na Casa de Invento. É Integrante do coletivo teatral Os Pícaros Incorrigíveis. É diretor do espetáculo E . L . A. Paralelamente, desenvolve intensa pesquisa e trabalho em desenho, pintura e design gráfico, com sua marca ERRATICA. Mora em Fortaleza.
Pedro Henrique
Diretor de Videomapping
Pedro Henrique, 29 anos, é cineasta, graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará. Roteirizou, produziu e dirigiu os curtas, SUPERDANCE (2016), Hiperidrose (2015), O Sentido Alegre da Dor (2014) e Fora da Onda (2014) que circularam em diversos festivais e mostras de cinema pelo Brasil. No cinema trabalha também na área de som, tendo participado da captação de som direto no longa-metragem O Animal Sonhado (2015) produzido pela Tardo Filmes, e na edição, captação de som direto e desenho sonoro em diversos curta-metragens, como Artur (2015), de Daniel Filipe, Coisas Inesquecíveis (2015), de Nayara Sousa Machado, Sobre a Fala e O silêncio (2015), de Felipe Camilo, Mixtape Dois Irmãos (2014), de Henrique Gomes e Juliana Siebra, Tenho um dragão que Mora Comigo (2013) e Para Minha Mãe (2015), ambos de Wislan Esmeraldo. Também participou dos curtas Corpo Estranho de Grenda Lisley, A Botija de Ouro de Leandro Bezerra e SELFIE, curta-metragem de documentário. Junto a espetáculos teatrais, produziu e realizou a vídeo-dramaturgia do espetáculo Como Representar os Negros?, de direção de Tiago Fortes, diretor de audiovisual e videomaker no espetáculo Calígulas e Restos Cavam janelas, ambos do grupo Comedores de Abacaxi S/A e também como concepção audiovisual e operador de som e video dos espetáculos VAGABUNDOS e Bando de Pássaros Gordos, ambos dirigidos por Andréia Pires. É também diretor de audiovisual espetáculo E . L . A, dirgido por Diego Landin e produzido pela Catástrofe Produções.
Pedro Leão
Produtor Executivo
Especialista em Gestão Cultural pelo SENAC e bacharel em Teatro pela Anhembi Morumbi, como bolsista do ProUni. Atua na cultura desde 2005, integrando o grupo Teatro da Neura, em Suzano, entre 2012 e 2016. Desde então, reside e atua na capital de São Paulo. Produtor executivo desde 2013, assinando os eventos culturais: 9ª Mostra de Referências Teatrais de Suzano (2013), Mostra de Cenas Curtas de Suzano (2014-2016), Mostra de e-Teatro (2020), Prêmio WeDo! de e-Teatro (2021) e Mostra de Teatro Online para a Infância (2021). Atualmente integra a Cubo Cultural, assinando seu repertório como diretor dos espetáculos "Rituais do Sofrimento" (2018) e "Agridoce" (2020), além de idealizador e produtor executivo do espetáculo, do show e do EP "LOVE+" (2021). Com estreia em 2022, assina a dramaturgia e direção do espetáculo solo "Pequeno Monstro" e do programa "Bysha, tu acha?" com JOMA.
Maria Vitória
Consultoria Dramatúrgica
Maria Vitória se dedica ao fazer teatral desde a década de 1990. Tem conquistado seu espaço no cenário artístico como atriz, bonequeira, diretora e dramaturga. Maria Vitória inicia sua trajetória no Grupo Formosura de Teatro (teatro de atores e bonecos) e teve passagem pelo Circo Tupiniquim (teatro de bonecos), Projeto Cadafalso (performance, teatro e literatura). Atua como diretora e atriz no Grupo Terceiro Corpo (teatro e dança), compõe os shows cênicos-musicais do artista Gustavo Portela, além das produções independentes. Desde o ano de 2003 investiga possíveis treinamentos para o ator-criador e atualmente desenvolve uma pesquisa a partir do diálogo entre teatro, dança e teatro de bonecos. Os resultados de suas pesquisas são compartilhados através dos grupos com os quais teve ou tem contato, por via de cursos e oficinas de teatro, trabalhos acadêmicos e através de seus espetáculos teatrais. Durante mais de duas décadas, essa artista cearense, vem se dedicando de forma ininterrupta ao fazer artístico. Sempre em uma atitude de resistência de ter a arte como única atividade profissional.

Necessidades técnicas
DURAÇÃO: 70 min.
Ciclorama;
Linóleo branco;
Microfone headset;
Mesa e caixas de som para headset;
Projetor de no mínimo 5000 lúmens com shutter;
Máquina de fumaça;
Intérprete de Libras;
3 varas móveis para cenário;
20 fresnéis. 30 elipsos. 12 PCS. 18 par 64 foco 5. 21 par 64 foco 2 e 10 setlights.
Croqui de Cenário


Propostas Paralelas
Um dos pré-requisitos do espetáculo E.L.A é ser acompanhado por tradução em LIBRAS;
Uma partilha pública em formato de palestra ministrada por Jéssica Teixeira sobre a pesquisa e criação do espetáculo E.L.A;
Um workshop Corpo Impossível: entre o sensível do ser humano e os animais do bestiário modernista de 20h/5 dias, ministrado por Jéssica Teixeira.

























